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Monopólio
O "governo federal", através da "caixa federal", conseguiu implantar mais um monopólio nesse PAÍS: o monopólio do jogo.
Como se não bastassem outras excentricidades, agora os empreendimentos particulares ligados à exploração do jogo de bingo estão restritos ao controle exclusivo da "caixa federal" que assumiu o papel de cartelizador (desculpem o trocadilho) dos jogos e que criou uma série infindável de empecilhos para quem tiver a coragem de mantê-lo como iniciativa privada.
Você pode achar que esse tipo de negócio está ligado a bicheiros, traficantes e outros não-cidadãos. Talvez uma parte esteja, como estão alguns bancos, financeiras, empreiteiras, corretoras de valores, corretoras de seguros, e outros que julgamos respeitáveis. Mas uma parte está nas mãos de pessoas que apenas querem gerenciar seu próprio meio de vida. Você pode argumentar que existe uma evasão de impostos ou perda de arrecadação, mas eu digo que isso existe também em qualquer entidade, seja ela particular ou governamental. O que é mais prejudicial: empresas que sonegam ou empresas que ditam preços extorsivos ao mercado, como o ramo petroleiro? Eu prefiro pagar um preço mais barato, ditado pelas regras de mercado do que ter que agüentar abusos econômicos de oligopólios.
Outra alegação é de que o governo está resguardando as finanças dos cidadãos porque o jogo vicia e o indivíduo tem que ser protegido de si próprio. Conheço pessoas que são viciadas em jogo, álcool, drogas, fumo, adrenalina, chocolate e outros mais, e com esses ele não tem a menor preocupação. Esse argumento seria totalmente válido se o governo tivesse um mínimo de respeito pelo bem-estar de qualquer cidadão. Quando o governo tornar-se confiável, talvez ele tenha o direito de decidir algo pelo cidadão. Enquanto ele continuar sendo uma entidade voltada apenas para manter o poder de grupos ligados à extorsão contínua do POVO, ele não deve se imiscuir dentro da vida dos cidadãos ou da iniciativa privada. De qualquer forma, a partir do momento em que ele detém o monopólio do jogo, ele também está promovendo um mal que deseja extirpar.
Porisso, eu digo: temos que acabar com a intromissão desses não-cidadãos em nossas vidas. Eles têm que desaparecer como dinossauros que não se adaptaram a um estágio maior da evolução das espécies. Precisamos manter o maior espaço possível para a livre iniciativa, com leis e impostos adequados, que gerem oportunidades e empregos, eliminando monstrengos obsoletos que vão transformar-se em mais um foco de corrupção e subserviência a grupos estranhos ao bem-estar dos cidadãos.
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