Nossa língua pátria

Nossa língua pátria

Cultural, econômica ou militarmente, já fomos dominados por portugueses, holandeses, franceses, ingleses e americanos. Nossa tendência à paz e nossa cordialidade com estrangeiros sempre foram usadas de maneira inadequada de modo a ficarmos submetidos sutilmente ou não a outros povos em conluio com maus governantes. Um sintoma típico dessa dominação se reflete em mudanças de hábitos e utilização de vocábulos estrangeiros. A utilização de nomes ou expressões em outras línguas sempre foram vistas como um sinal de status ou de identificação com uma elite governante vinculada a interesses de outros países.

Mas eu digo: isso não é certo! Se você não valorizar sua herança cultural você não deve pertencer a ela. Você deve procurar seu melhor caminho se não quiser fazer parte de seu grupo.

Somos um POVO inteligente e temos capacidade de aprender tudo o que quisermos. Acho extremamente válido sabermos mais de uma língua. Isso evita que sejamos passados para trás por desconhecermos o significado das palavras de outros povos. Precisamos de um ensino forte e regular de outras línguas em nossas escolas públicas. As escolas privadas que ensinam outras línguas geram empregos e uma melhor profissionalização de nosso POVO. Acho perfeitamente normal todo e qualquer cidadão saber falar em línguas diferentes da nossa.

O que é errado é nos deixarmos dominar culturalmente por outros povos, incluindo nossa principal via de comunicação. Por que você insiste em colocar nomes estranhos à nossa cultura? Faz bem a você desprezar toda uma imensidão de palavras que temos para todas as situações e objetos? Temos tantas palavras para um mesmo objeto que, às vezes, nós próprios nos confundimos. Por que, então, buscar palavras totalmente estranhas ao nosso meio? Ainda existe a agravante de confundirmos outros cidadãos menos favorecidos culturalmente, que não tem total acesso às informações. Você tem que simplificar e não complicar. Uma palavra já estabelecida culturalmente carrega consigo todo o peso de um significado. Se você troca-la por algum termo estranho tentando com isso adquirir algum status para o objeto pretendido, teremos que nos empenhar em dar a ela todo o significado da anterior. Teremos que reaprender o que não precisamos. Com isso, gastaremos um tempo desnecessário que poderíamos utilizar para outros fins. Para objetos novos, palavras novas, para objetos antigos, mantenham as mesmas denominações.

Nossos governantes vivem trocando nomes de instituições públicas, pretendendo dar um novo significado a elas, mas mantém a estrutura anterior. Isso é bom para você? Claro que não. Muda-se um nome, mas você tem que agüentar a mesma ineficiência.

Porisso, eu digo: temos que ser poliglotas, mas entre nós devemos nos comunicar somente através de uma língua para que possamos mantermo-nos unidos como um POVO.

 

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