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Nossa saúde
O único patrimônio que temos realmente é nosso corpo. Você pode achar que tem bens imóveis ou móveis, amigos, filhos ou esposas, mas seu corpo é o único elemento que pertence definitivamente a você. Os demais são apenas pertences provisórios, pois podem ir e vir de acordo com as reviravoltas da fortuna. Você foi encerrado dentro dessa cápsula e só vai ser libertado após sua morte física. Portanto, é primordial que você cuide dele.
Mas eu digo: manter um corpo ativo e funcional exige tempo e dinheiro. Exige consciência de sua parte em deixa-lo sempre em boas condições, mas também exige uma retaguarda financeira para você poder nutri-lo de maneira adequada ou conserta-lo quando ocorre alguma disfunção.
Já temos tecnologia suficiente para melhora-lo e prolongar seu tempo produtivo, mas essa tecnologia somente está disponível para as pessoas que podem paga-la e isso não é justo. Os pobres morrem mais cedo e tem uma deterioração corporal mais rápida do que aqueles que tem a sorte de possuir bens.
Não é certo ter que esperar em filas intermináveis por soluções médicas, pois estas exigem urgência. Nenhum enfarte vai esperar nessa fila para se manifestar. Nenhum transplante vai poder aguardar uma ordem governamental para ser feito. Nenhuma doença vai deixar de progredir enquanto você aguarda uma consulta ou espera a importação de algum remédio. As necessidades médicas têm que ser satisfeitas quando se manifestam ou quando são previstas.
Manter a saúde de todos é um dever governamental, mas os recursos que se destinam a essa área são desviados, roubados, minimizados ou diluídos. Os impostos ou contribuições para o setor nunca são aplicados integralmente e alguns, como o CPMF, que surgiram para essa finalidade, são usados para quaisquer outros fins, menos para a vitalidade de nosso POVO.
Se o governo não tem competência para cuidar do POVO, ele que conceda benefícios para quem o faz. Se uma empresa tem um esquema amplo que cuide verdadeiramente da saúde de seus funcionários e familiares, ela deve ter descontos nessa variedade infinita de impostos que se paga. Se um cidadão pode pagar uma empresa que forneça todo e qualquer cuidado médico, ele deve ter sua cota de impostos diminuída. E digo mais: esses descontos de impostos devem ser maiores do que o pagamento efetuado, para que o investimento valha a pena.
É estupidez ter que pagar pela saúde a um governo inepto e ao mesmo tempo ter que pagar uma empresa para que ela faça o mesmo. Você está pagando duas vezes pelo mesmo serviço e isso não é certo.
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